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	<title>Yoga em Ilhabela</title>
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	<description>Site do Templo do Yoga de Ilhabela</description>
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		<title>Yoga em Ilhabela</title>
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		<title>Uma pedra no caminho</title>
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		<pubDate>Sun, 05 Jun 2011 17:36:01 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Christian</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Ao percorrer um caminho qualquer, existem duas formas de se desviar dele: perder o foco do ponto de chegada ou simplesmente mudar a direção do deslocamento. Dito de outro modo, tornar-se cego para o fim ou tornar-se cego para o &#8230; <a href="http://yogailhabela.wordpress.com/2011/06/05/uma-pedra-no-caminho/">Continue lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a><img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=yogailhabela.wordpress.com&amp;blog=13260538&amp;post=1845&amp;subd=yogailhabela&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://yogailhabela.files.wordpress.com/2011/06/path2.jpg"><img src="http://yogailhabela.files.wordpress.com/2011/06/path2.jpg?w=225&#038;h=300" alt="" title="path2" width="225" height="300" class="aligncenter size-medium wp-image-1846" /></a></p>
<p>Ao percorrer um caminho qualquer, existem duas formas de se desviar dele: perder o foco do ponto de chegada ou simplesmente mudar a direção do deslocamento. Dito de outro modo, tornar-se cego para o fim ou tornar-se cego para o meio. Pode parecer tautológico (na verdade é), mas eis que os obstáculos à realização dos objetivos do yoga coincidem com essa tautologia: o indivíduo sequer imagina que há um ponto de chegada ou, quando imagina, acredita realmente que qualquer coisa poderá levá-lo lá &#8212; o que são dois motivos para continuar fazendo exatamente o que estava sendo feito antes de conhecer o yoga.</p>
<p>***</p>
<p>O ditado diz: «todos os caminhos levam a Roma». Examinar os limites desta frase à luz da diversidade atual do yoga me mostrou que não, nem todos os caminhos levam a Roma. Outros levam a Londres ou a Montreal ou a São Paulo. Se você quer ir a Roma, por que tomaria um táxi para, digamos, descer em Moema? Ou, dito de forma mais específica: se você busca a meditação, por que limita sua prática à ginástica? </p>
<p>***</p>
<p>A diferença entre você e um ser iluminado é que o ser iluminado já não tem mais dúvidas do que ele é. Você ainda perde tempo se perguntando se você não é alguma outra coisa e acredita facilmente que é aquilo que você vê no espelho, um corpo diariamente lapidado pelos asanas, uma carreira bem sucedida ou uma condição familiar. O mais curioso é que querer ser todas estas coisas não altera em nada sua condição de ser iluminado.</p>
<p>.</p>
<p><font size="1"><a href="http://theyogapathtransforms.com/reasonstotry.aspx">link da imagem</a></font></p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/yogailhabela.wordpress.com/1845/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/yogailhabela.wordpress.com/1845/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/yogailhabela.wordpress.com/1845/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/yogailhabela.wordpress.com/1845/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/yogailhabela.wordpress.com/1845/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/yogailhabela.wordpress.com/1845/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/yogailhabela.wordpress.com/1845/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/yogailhabela.wordpress.com/1845/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/yogailhabela.wordpress.com/1845/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/yogailhabela.wordpress.com/1845/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/yogailhabela.wordpress.com/1845/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/yogailhabela.wordpress.com/1845/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/yogailhabela.wordpress.com/1845/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/yogailhabela.wordpress.com/1845/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=yogailhabela.wordpress.com&amp;blog=13260538&amp;post=1845&amp;subd=yogailhabela&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>De revistas e pessoas reais</title>
		<link>http://yogailhabela.wordpress.com/2011/05/08/de-revistas-e-pessoas-reais/</link>
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		<pubDate>Sun, 08 May 2011 21:30:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Christian</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Semana passada deparei-me com alguns artigos que lançam críticas à revista Yoga Journal. O primeiro deles tem o título «Eu odeio a Yoga Journal» e foi publicado no blog Recovering Yogi. Trecho (tradução chulé, perdoem): (&#8230;) Eu abro a revista &#8230; <a href="http://yogailhabela.wordpress.com/2011/05/08/de-revistas-e-pessoas-reais/">Continue lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a><img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=yogailhabela.wordpress.com&amp;blog=13260538&amp;post=1688&amp;subd=yogailhabela&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_1694" class="wp-caption aligncenter" style="width: 460px"><a href="http://yogailhabela.files.wordpress.com/2011/05/toesox.jpg"><img src="http://yogailhabela.files.wordpress.com/2011/05/toesox.jpg?w=584" alt="" title="ToeSox"   class="size-full wp-image-1694" /></a><p class="wp-caption-text">Anúncio veiculado na Yoga Journal americana: hora de vender meias; tirem as crianças da sala.</p></div>
<p>Semana passada deparei-me com alguns artigos que lançam críticas à revista Yoga Journal.</p>
<p>O primeiro deles tem o título <a href="http://recoveringyogi.com/i-hate-yoga-journal/">«Eu odeio a Yoga Journal»</a> e foi publicado no blog Recovering Yogi. Trecho (tradução chulé, perdoem):<br />
<blockquote>(&#8230;) Eu abro a revista esperando encontrar inspiração, ou pelo menos evitar aborrecimentos, mas lá pela página três eu já estou aborrecida. Tantos anúncios. Tantos anúncios estúpidos. Não apenas anúncios velados de coisas esotéricas que ajudarão você a obter iluminação mais rápido (como um despertador zen), mas anúncios de comida para animais de estimação (porque mulheres brancas têm gatos) e Subarus (caso as leitoras vivam em Vermont ou no Colorado). Os artigos também podem ser anúncios de como conduzir o relacionamento com seu ex-marido, a nova esposa dele e o gato deles, como ajudar pessoas em outros países a fazer cestas e objetos natalinos, e como não peidar enquanto você faz aquela postura desafiadora que acabou com seus joelhos ano passado. (&#8230;)</p>
<p>(&#8230;) É como um «bumerangue samsárico» colorido e brilhante que acaba acertando sua nuca. Talvez seja isso: eu tenho que ser sacudida e descer ao nível de consumismo e superficialidade que pulsa em cada página reciclada e impressa com tinta que cheira a tofu. Talvez os ávidos leitores (como se houvesse algo para ler) da Yoga Journal estejam perambulando numa nuvem de cândida vegetariana e não tenham exatamente o equilíbrio da flora necessário para perceber que a prática de yoga deles não vai se desenvolver na mesma proporção do número de meses de assinatura da revista. Parem com isso, senhoritas. A última coisa de que vocês precisam é adicionar à consciência um falso ideal e viver de acordo com ele.</p></blockquote>
<p><span id="more-1688"></span>Este artigo me levou a outros dois, <a href="http://www.elephantjournal.com/2011/02/fight-the-power-a-plea-to-yoga-journal/">«Fight the Power! A plea to Yoga Journal»</a> e <a href="http://www.elephantjournal.com/2011/02/yoga-journal-covers-who-really-calls-the-shots/">«Yoga Journal Covers: Who Really Calls the Shots?»</a>. O teor destes é praticamente o mesmo do primeiro. </p>
<p>A queixa é a mesma: a mais famosa revista de yoga do mundo (que tem uma edição brasileira, aliás) deveria mostrar mais «pessoas reais» e ser direcionada para um «público real». Entre os problemas apontados nos artigos há a ausência de negros, de gordos, de «pessoas reais» enfim, e o excesso de um único tipo de pessoa: mulheres brancas, magras e bonitas.</p>
<p>Seria engraçado, se não fosse um pouco patético também. A Yoga Journal é uma revista. O objetivo dos editores de revistas é vender revistas. Para que uma revista venda é necessário que ela seja atraente. Logo, o que rege publicações de yoga não é o que de fato o yoga é, mas aquilo que se convencionou ao longo dos últimos anos, determinado por um mercado que nos EUA movimenta anualmente mais de 4 bilhões de dólares. Logo, não faz o menor sentido esperar ver na capa da revista uma divindade azul segurando um tridente ou, falando de «pessoas reais», um natha:</p>
<div id="attachment_1690" class="wp-caption aligncenter" style="width: 235px"><a href="http://yogailhabela.files.wordpress.com/2011/05/rattan-nath.jpg"><img src="http://yogailhabela.files.wordpress.com/2011/05/rattan-nath.jpg?w=225&#038;h=300" alt="" title="rattan nath" width="225" height="300" class="size-medium wp-image-1690" /></a><p class="wp-caption-text">Grande mestre Pir Sri Rattan Nath Ji, da linhagem dos fundadores do Hatha Yoga</p></div>
<p>Há, além disso, a noção de «real»:o que pode haver de «real» numa capa de revista? <strong>Da forma como entendo, há mais «realidade» em colocar na capa de uma revista uma modelo maravilhosa, contorcionista, esguia e flexível supostamente «praticando yoga» do que numa outra em que uma «pessoa comum» foi colocada apenas para que o leitor leia subliminarmente algo como «olhe, pessoas comuns como eu também praticam yoga e também aparecem nas capas de revistas»</strong>. Por que? Oras, nenhuma revista tem como objetivo mostrar aquilo que você já é, mas aquilo que você quer ser ou, mais do que isso, aquilo que você <em>precisa querer ser</em> (como o mercado se manteria se só oferecesse aquilo que nós já queremos?).</p>
<p>Mas nem tudo está perdido. Num dos artigos a autora faz uma autocrítica (porque ela também escreve na Yoga Journal):<br />
<blockquote>No clima atual, o próprio Buda não teria sua gorda e afortunada barriga aprovada pelo editor júnior.</p></blockquote>
<p>Pois é.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/yogailhabela.wordpress.com/1688/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/yogailhabela.wordpress.com/1688/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/yogailhabela.wordpress.com/1688/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/yogailhabela.wordpress.com/1688/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/yogailhabela.wordpress.com/1688/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/yogailhabela.wordpress.com/1688/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/yogailhabela.wordpress.com/1688/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/yogailhabela.wordpress.com/1688/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/yogailhabela.wordpress.com/1688/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/yogailhabela.wordpress.com/1688/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/yogailhabela.wordpress.com/1688/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/yogailhabela.wordpress.com/1688/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/yogailhabela.wordpress.com/1688/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/yogailhabela.wordpress.com/1688/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=yogailhabela.wordpress.com&amp;blog=13260538&amp;post=1688&amp;subd=yogailhabela&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Meditação para iniciantes</title>
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		<pubDate>Fri, 08 Apr 2011 02:35:51 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Christian</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Nunca meditou? Gostaria de começar? Siga as instruções. Primeiramente é necessário definir a técnica. Existem diversas formas de meditar, dentro ou fora do Yoga. No início as técnicas do Yoga têm como objetivo facilitar o equilíbrio e o conforto do &#8230; <a href="http://yogailhabela.wordpress.com/2011/04/07/meditacao-para-iniciantes/">Continue lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a><img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=yogailhabela.wordpress.com&amp;blog=13260538&amp;post=1641&amp;subd=yogailhabela&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://yogailhabela.files.wordpress.com/2011/04/candle.jpg"><img src="http://yogailhabela.files.wordpress.com/2011/04/candle.jpg?w=584" alt="" title="candle"   class="aligncenter size-full wp-image-1643" /></a></p>
<p>Nunca meditou? Gostaria de começar? Siga as instruções.</p>
<p>Primeiramente é necessário definir a técnica. Existem diversas formas de meditar, dentro ou fora do Yoga. No início as técnicas do Yoga têm como objetivo facilitar o equilíbrio e o conforto do corpo e conduzir a mente a um silêncio mais consistente e profundo. Mas, no que diz respeito ao corpo e à mente, elas coincidem em vários pontos:<br />
&#8211; sentar-se de forma confortável, com o corpo relaxado<br />
&#8211; permanecer tão imóvel quanto for possível<br />
&#8211; manter os olhos fechados<br />
&#8211; respirar conscientemente<br />
&#8211; observar os pensamentos e evitar «prendê-los»</p>
<p>Esta é a técnica básica. Vamos a alguns detalhes importantes:</p>
<p><span id="more-1641"></span><strong>CORPO</strong><br />
&#8211; Sente-se no chão, como se faz numa aula de Yoga. Você pode preferir sentar numa almofada firme (com o quadril mais alto, a lombar poderá ficar mais confortável) ou numa cadeira. Não é bom usar o sofá ou mesmo deitar-se, porque o excesso de conforto leva ao sono e dormir não é o mesmo que meditar (embora os preguiçosos compulsivos possam afirmar isso&#8230;).<br />
&#8211; O rosto, o maxilar e o pescoço permanecem descontraídos.<br />
&#8211; Ao sentar, não se preocupe com a posição das pernas, apenas acomode-se do modo mais confortável possível e procure manter a coluna ereta, sem enrijecê-la. Quanto mais alinhada a coluna, mais espaço haverá para a respiração; quanto maior for a respiração, mais facilmente a meditação acontecerá.<br />
&#8211; Evite se mexer. Isto não é uma regra rígida como alguns pensam e eventualmente pode ser necessário espantar um mosquito que pousou no rosto ou fazer uma pequena acomodação para evitar dores na lombar e no pescoço. Mesmo assim, evite todos os movimentos que não são estritamente necessários. A maioria realmente não é necessária. Perceba que você conduz o corpo, você determina a maioria dos movimentos que o corpo faz. Assim sendo, determine que o corpo ficará imóvel durante a meditação. A grosso modo, a meditação é também um processo de aquietação e estabilização do corpo. Os asanas ajudam muito neste processo.</p>
<p><strong>MENTE</strong><br />
&#8211; Mais do que o corpo, a natureza da mente é movimento. Quando fechamos os olhos, a mente implora atenção, produzindo imagens, pensamentos, emoções, desejos etc. Uma das chaves do «trabalho mental» na meditação é observar os pensamentos. Assim como tomamos na mão um objeto qualquer que possuímos e simplesmente o deixamos sobre uma mesa, o mesmo pode ser feito com o pensamento: ele surge naturalmente; se nada fizermos além de observá-lo, ele se dissipará para dar lugar a outro pensamento e assim sucessivamente. O objetivo, portanto é não se agarrar a nenhum pensamento específico, muito menos agarrar-se a esse fluir incessante de pensamentos.<br />
&#8211; Como não se agarrar? Se simplesmente tentarmos não prender os pensamentos, é exatamente o contrário que acontecerá, pois a mente prega suas peças. Usamos então um artifício valioso: dharana, que no sânscrito significa «concentração». Nós simplesmente escolhemos um objeto e colocamos toda nossa atenção nele. Este objeto pode ser externo, como quando observamos a chama de uma vela e permanecemos nessa observação até que a mente seja «enganada» pela observação. A partir de um certo ponto a mente «desiste» de competir com o objeto que estamos observando. Mas o objeto pode ser interno também, como quando direcionamos o olhar para o ajna chakra (o ponto situado na testa, entre as sobrancelhas) ou quando apenas contamos as respirações. Você escolhe.<br />
&#8211; Uma vez que a atenção tenha se fixado em algum ponto (de preferência interno, já que ao meditar no Yoga ficamos com os olhos fechados), a meditação consiste em manter essa focalização pelo maior tempo possível.</p>
<div id="attachment_1644" class="wp-caption aligncenter" style="width: 510px"><a href="http://yogailhabela.files.wordpress.com/2011/04/shankar1.jpg"><img src="http://yogailhabela.files.wordpress.com/2011/04/shankar1.jpg?w=584" alt="" title="shankar1"   class="size-full wp-image-1644" /></a><p class="wp-caption-text">Shankarnath Maharaj, líder da tradição Natha no Brasil, em meditação em sua viagem mais recente à Índia</p></div>
<p><strong>DURAÇÃO E FREQÜÊNCIA</strong><br />
&#8211; A meditação começa a funcionar para aquilo que foi proposta a partir de 30 minutos. Mas é possível começar de forma branda e depois aumentar o tempo gradativamente. Comece com 10 minutos. Se lhe parecer muito tempo, 5 minutos também são um começo. Mas comece. Para evitar distrações com o tempo, use um timer (hoje a maioria dos celulares dispõe desse recurso).<br />
&#8211; O ideal (ah, os ideais) é que a prática seja diária. Como dizia Aristóteles, nós nos tornamos aquilo que fazemos repetidamente. Mas é claro que uma prática tomada como mera obrigação trará poucos benefício.</p>
<p><strong>HORA E LOCAL</strong><br />
&#8211; Obviamente, é fundamental um lugar silencioso. Uma vez li num livro sobre um presidiário que aprendeu a meditar na prisão e que, para manter a prática diária num ambiente tão caótico, simplesmente se fechava num armário na lavanderia da prisão. Acredito que a maioria das pessoas disponha de melhores condições e saberá encontrar um bom lugar para meditar, silencioso e livre de interrupções.<br />
&#8211; O escuro é bom, mas pode não ser muito prático. A luz de uma vela ou a luz suave de um abajur podem ser ideais.<br />
&#8211; O conforto térmico também é importante. Nada em excesso.<br />
&#8211; As horas ideais são logo antes de deitar ou logo após acordar, inclusive porque reduz as chances de ser interrompido por alguém. Antes de dormir a meditação prepara convida ao relaxamento físico e mental. Logo após acordar a meditação trará mais clareza mental, fundamental para lidar com as tarefas do dia-a-dia.</p>
<p><strong>O QUE FAZER DURANTE A MEDITAÇÃO?</strong><br />
&#8211; Não se faz nada durante a meditação. Desejar fazer algo é o primeiro passo para atrapalhar a meditação. Enquanto estiver sentado em silêncio <i>não deseje meditar</i>, entrar em «estado de meditação» ou qualquer outra coisa do gênero. Desejos também são pensamentos e os pensamentos são obstáculos para a meditação &#8212; portanto, não se prenda nem ao desejo de se livrar dos pensamentos. Basta manter-se quieto, com respiração plena e consciente, pelo tempo que você reservou para si.<br />
&#8211; Se você faz parte de uma tradição religiosa específica, no início poderá repetir mentalmente orações ou mantras de sua tradição. Embora no Yoga haja técnicas específicas que dispensam auxílios desse tipo, a <b>meditação é você com você mesmo</b> e, portanto, não há regras.<br />
&#8211; Se for necessário usar verbos, use estes: <strong>observar, contemplar, testemunhar, silenciar</strong>.</p>
<p>*</p>
<p>Quem tiver dúvidas ou mais dicas, basta deixar um comentário. <a href="http://yogailhabela.wordpress.com/2009/09/27/meditacao-faq/">E um texto com teor humorístico sobre o mesmo tema pode ser lido aqui</a>.</p>
<p>Boa prática a todos.<br />
Namaste.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/yogailhabela.wordpress.com/1641/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/yogailhabela.wordpress.com/1641/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/yogailhabela.wordpress.com/1641/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/yogailhabela.wordpress.com/1641/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/yogailhabela.wordpress.com/1641/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/yogailhabela.wordpress.com/1641/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/yogailhabela.wordpress.com/1641/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/yogailhabela.wordpress.com/1641/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/yogailhabela.wordpress.com/1641/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/yogailhabela.wordpress.com/1641/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/yogailhabela.wordpress.com/1641/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/yogailhabela.wordpress.com/1641/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/yogailhabela.wordpress.com/1641/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/yogailhabela.wordpress.com/1641/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=yogailhabela.wordpress.com&amp;blog=13260538&amp;post=1641&amp;subd=yogailhabela&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Satya: o compromisso com a verdade</title>
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		<pubDate>Sat, 26 Mar 2011 15:16:07 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Christian</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Mentir dá trabalho. Quem mente é obrigado a gerenciar duas «realidades», uma para si e outra para as outras pessoas (a não ser que o sujeito seja biruta, a realidade de fato é aquela que ele guardará para si). Comparado &#8230; <a href="http://yogailhabela.wordpress.com/2011/03/26/satya-o-compromisso-com-a-verdade/">Continue lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a><img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=yogailhabela.wordpress.com&amp;blog=13260538&amp;post=1633&amp;subd=yogailhabela&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_1634" class="wp-caption aligncenter" style="width: 263px"><a href="http://yogailhabela.files.wordpress.com/2011/03/marcel-duchamp1.jpg"><img src="http://yogailhabela.files.wordpress.com/2011/03/marcel-duchamp1.jpg?w=253&#038;h=300" alt="" title="marcel-duchamp" width="253" height="300" class="size-medium wp-image-1634" /></a><p class="wp-caption-text">Oui, Monsieur Duchamp, isto é um mictório, não uma obra de arte.</p></div>
<p>Mentir dá trabalho. Quem mente é obrigado a gerenciar duas «realidades», uma para si e outra para as outras pessoas (a não ser que o sujeito seja biruta, a realidade de fato é aquela que ele guardará para si). Comparado com alguém que não mente, o mentiroso sempre terá mais trabalho e gastará mais tempo e energia. Mentir é uma espécie de malabarismo. </p>
<p>Satya é o yama que mostra a importância de não criar realidades. O yogin que respeita este yama reconhece a realidade única e vive nela. Trata-se, portanto, de um exercício constante de sinceridade &#8212; consigo, com os outros, com o universo &#8212;, de permitir que a visão se purifique e se livre de julgamentos e de avaliações. Estas coisas pertencem ao território da mente e o yogin sabiamente permite que elas aconteçam. Satya não o leva ao esforço de neutralizar os julgamentos e avaliações, satya apenas leva o yogin a reconhecer tais coisas como produtos da mente e, portanto, como uma tentativa da mente manipular e recriar a realidade à sua própria vontade.</p>
<p><strong>Satya, portanto, pode ser compreendido também como o esforço de não misturar objetos de naturezas diferentes antes de reconhecê-los como tais.</strong> Um exemplo pode tornar esta idéia mais clara.</p>
<p><span id="more-1633"></span>***</p>
<p>Suponhamos que um colega de trabalho, com quem você tem boas relações, o destrate sem nenhum motivo aparente. A mente do indivíduo inconsciente de si reagirá produzindo explicações para o fato: </p>
<p>1) Seu colega na verdade não gosta de você. Portanto, ele é falso e desde o início estava enganando você, provavelmente porque quer lhe prejudicar.</p>
<p>2) Seu colega acordou de mau humor, por isso ele o maltratou. Logo vai passar.</p>
<p>3) Seu colega está passando por um período difícil na vida e maltratar as pessoas é uma reação natural a isso e uma forma inconsciente de pedir ajuda.</p>
<p>A mente pode criar outras explicações e cada uma delas implicará desdobramentos. Note, por exemplo, que cada uma das três explicações sugeridas indicam três caminhos diferentes. Decerto a primeira explicação levaria você a iniciar um conflito bastante sério com seu colega. A segunda poderia levá-lo a uma atitude passiva, à espera de que o humor de seu colega melhore. A terceira poderia levá-lo a oferecer-lhe ajuda. Qual das três mais se aproxima da realidade? A resposta é: nenhuma. Mesmo que uma delas corresponda em algum grau ao que de fato aconteceu com seu colega, elas foram produzidas na sua mente. </p>
<p>Sem dúvida, a aproximação entre fato e pensamento pode modificar a realidade, mas é fácil perceber os riscos a que nos expomos quando agimos com base em pensamentos que não correspondem à realidade inicial &#8212; aquela que gerou os pensamentos que geraram nossas ações. Pode-se imaginar que esses riscos não existem quando fato e pensamento coincidem (em outras palavras, quando conseguimos perceber a realidade adequadamente); no entanto, <strong>permanecer em satya leva o indivíduo a dispensar até mesmo os «pensamentos certos» ou, no máximo, a reconhecê-los como são, isto é, como pensamentos.</strong></p>
<p>***</p>
<p>Perceber a realidade significa reconhecer o movimento das informações. Luz, calor, sons, fatos &#8212; tais informações são recebidas pelos sentidos. Notar essas coisas é o mesmo que notar as informações que essas coisas produzem e, portanto, o movimento dessas informações em nossa direção. </p>
<p>Se vejo um carro azul, meus olhos recebem a imagem e minha mente a registra. Fechar os olhos significa interromper o fluxo dessa informação. Ver mentalmente o carro azul significa criar um movimento que parte de mim. Ainda que ele não ultrapasse os limites de meu corpo e de minha mente, ele já foi «emitido»: se posso vê-lo, mesmo que apenas mentalmente, significa que ele já está «fora de mim». Satya significa também reconhecer esses dois movimentos e não confundi-los em nenhum momento.</p>
<p><strong>O indivíduo acostumado a viver na ilusão não apenas inventa realidades e se esforça para que elas substituam a realidade única. Ele também não reconhece a realidade única quando a vê.</strong> Confundir aqueles dois movimentos &#8212; a realidade que vem até você através dos sentidos e as imagens produzidas na mente como eco dessa realidade &#8212; significa perder todo o senso da realidade. Pior do que viver na ilusão é perder a capacidade de perceber a realidade, por mais óbvia e impactante que ela seja.</p>
<p>***</p>
<p>Ah, sim, o yoga. Suponhamos que você vá até a escola onde toma aulas de yoga, estende seu tapete e posiciona-se para o início da prática. Então seu professor altera completamente o andamento habitual da aula. Ele ensina passos de dança ou fica conversando sobre os maravilhosos efeitos terapêuticos dos asanas ou, ainda, permanece em silêncio olhando para você com expressão absolutamente neutra. </p>
<p>É natural que sua mente reaja. «Que raios é isso? Aula de dança agora?». Ou: «Ok, Hipócrates, asanas são uma panacéia. Que tal praticá-los?». Ou ainda: «Se ele continuar me olhando mais um segundo eu vou cair na risada. Não, eu não posso rir&#8230; eu não posso rir&#8230; Quando é que a aula vai começar?».</p>
<p>Uma boa forma de exercitar satya em situações assim é colocar seus pensamentos no fim da fila das coisas que participam da realidade. Observe como são suas ações quando elas não podem contar com os pensamentos. Perceba tudo o que acontece &#8212; dentro e fora de você &#8212; até que todas aquelas frases surjam na mente. <strong>A verdade se revela quando você se torna capaz de permanecer em silêncio, apenas observando tudo o que acontece.</strong></p>
<p>***</p>
<blockquote><p>Uma linda garota da vila ficou grávida. Seus pais, encolerizados, exigiram saber quem era o pai. Inicialmente resistente a confessar, a ansiosa e embaraçada menina finalmente acusou Hakuin, o mestre Zen o qual todos da vila reverenciavam profundamente por viver uma vida digna. Quando os insultados pais confrontaram Hakuin com a acusação de sua filha, ele simplesmente disse: «É mesmo?»</p>
<p>Quando a criança nasceu, os pais a levaram para Hakuin, o qual agora era visto como um pária por todos da região. Eles exigiram que ele tomasse conta da criança, uma vez que essa era sua responsabilidade. «É mesmo?», Hakuin disse calmamente enquanto aceitava a criança. </p>
<p>Por muitos meses ele cuidou carinhosamente da criança até o dia em que a menina não agüentou mais sustentar a mentira e confessou que o pai verdadeiro era um jovem da vila que ela estava tentando proteger. Os pais imediatamente foram a Hakuin, constrangidos, para ver se ele poderia devolver a guarda do bebê. Com profusas desculpas eles explicaram o que tinha acontecido. «É mesmo?», disse Hakuin enquanto devolvia a criança.</p></blockquote>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/yogailhabela.wordpress.com/1633/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/yogailhabela.wordpress.com/1633/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/yogailhabela.wordpress.com/1633/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/yogailhabela.wordpress.com/1633/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/yogailhabela.wordpress.com/1633/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/yogailhabela.wordpress.com/1633/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/yogailhabela.wordpress.com/1633/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/yogailhabela.wordpress.com/1633/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/yogailhabela.wordpress.com/1633/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/yogailhabela.wordpress.com/1633/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/yogailhabela.wordpress.com/1633/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/yogailhabela.wordpress.com/1633/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/yogailhabela.wordpress.com/1633/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/yogailhabela.wordpress.com/1633/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=yogailhabela.wordpress.com&amp;blog=13260538&amp;post=1633&amp;subd=yogailhabela&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Riscos e paradoxos do ensino do yoga</title>
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		<pubDate>Thu, 03 Mar 2011 12:00:10 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Christian</dc:creator>
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		<description><![CDATA[O primeiro e maior risco de ensinar yoga é permitir que o estudante acredite que realmente tem algo a aprender fora de si mesmo, isto é, não deixar claro ao estudante que todas as técnicas e discursos são «o dedo &#8230; <a href="http://yogailhabela.wordpress.com/2011/03/03/riscos-e-paradoxos-do-ensino-do-yoga/">Continue lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a><img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=yogailhabela.wordpress.com&amp;blog=13260538&amp;post=1608&amp;subd=yogailhabela&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://yogailhabela.files.wordpress.com/2011/02/the_yoga_class.jpg"><img src="http://yogailhabela.files.wordpress.com/2011/02/the_yoga_class.jpg?w=584" alt="" title="The_Yoga_Class"   class="aligncenter size-full wp-image-1609" /></a></p>
<p>O primeiro e maior risco de ensinar yoga é <b>permitir que o estudante acredite que realmente tem algo a aprender fora de si mesmo</b>, isto é, não deixar claro ao estudante que todas as técnicas e discursos são «o dedo que aponta a lua», não a lua. Obviamente, o risco é muito maior para o estudante do que para o professor, que, no máximo, expõe-se à chance de ser tomado como figura hierárquica importante, como linha principal de transmissão de um conhecimento que, na verdade, não vale a pena ser absorvido se não vem da própria experiência consigo mesmo. Já o estudante expõe-se ao risco do deslumbramento, da repetição psitacídea, da ignorância travestida de erudição. </p>
<p>Quando notamos que a maioria das escolas e dos grupos depende em algum grau desse deslumbramento &#8212; e há graus saudáveis, é claro &#8211;, compreendemos por que são raros os professores dispostos a declarar a própria inutilidade e a reafirmar valores tão fundamentais como svecchacara (agir conforme a própria vontade).<br />
<span id="more-1608"></span><br />
***</p>
<p>O segundo risco, decorrente do primeiro, é <b>o desejo de consolidar um grupo sem iniciar a consolidação dos indivíduos que pertencem ou que pertencerão a ele</b>. Com «consolidação dos indivíduos» eu me refiro principalmente ao desenvolvimento de qualidades como satya (sinceridade, ser quem você é), svadhyaya (auto-estudo ou «entrar em si») e ishvarapranidhana (a entrega do ishvara, a divindade interior). Nenhuma destas qualidades é identificável num grupo, apenas em indivíduos, é claro. Nenhuma destas qualidades pode ser adequadamente desenvolvida quando o indivíduo dá mais valor a seu papel no grupo do que à sua própria experiência no yoga.</p>
<p>Naturalmente é bem difícil desenvolver no iniciante o apreço por tais qualidades sem atrai-lo para um grupo acostumado a elas. Os problemas surgem quando se prioriza a atração e a coesão em detrimento do estudo, da manutenção e da propagação dessas qualidades &#8212; e assim o indivíduo é educado desde o início para olhar para o lado, não para dentro. Em pouco tempo essas qualidades serão substituídas por regras, condutas e jargões que têm como objetivo manter a coesão do grupo e ampliá-lo &#8212; e assim o grupo passa a se alimentar de si mesmo.</p>
<p>***</p>
<p>O terceiro risco, que decorre dos anteriores, está relacionado com <b>o gregarismo e com a impermeabilidade ao conhecimento</b>. Quando se somam as idéias de que todo conhecimento necessário para o indivíduo vem de fora dele mesmo (primeiro item) e de que «fora» significa o grupo a que ele pertence (segundo item), o indivíduo é levado a crer que nada mais há para aprender além daquilo que já circula em seu grupo e que as regras, as condutas e os jargões utilizados nesse grupo são todo o conhecimento de que ele precisa. À medida que essa crença se perpetua e é absorvida pelos recém-chegados, ela substitui aquilo que originalmente havia sido proposto como objeto de estudo. </p>
<p>Não surpreende, a partir daí, que o yoga seja visto essencialmente como uma disciplina social, cujo único propósito é manter uma atmosfera de paz e amor. O êxito na manutenção dessa atmosfera e o uso constante de uma fala adocicada, entre outros trejeitos, serão tomados como sinais suficientes de que o grupo segue na direção correta.</p>
<p>***</p>
<p>Estes três itens levam a um caos mental alarmante. Consolidados estes três itens, já não há mais chances de recorrer ao conhecimento tradicional, materializado nos shastras e nos ensinamentos dos poucos mestres dotados de alguma ascendência; estes serão avaliados e julgados com base em sua sintonia com as regras, as condutas e os jargões do grupo, contrariando a lógica simples que recomenda avaliar o novo tomando o antigo e tradicional como parâmetro. Se a tradição não confirma a modernidade, pior para a tradição.</p>
<p>É evidente a importância que estes três itens têm na formação da cultura do yoga no ocidente, assim como o espaço que eles oferecem para a criação de novos métodos &#8212; em sua maioria, com pouca ou nenhuma relação com as origens e com os objetivos do yoga. Mesmo que eles não resultem em novos métodos, os danos são evidentes.</p>
<p>.</p>
<p><font size="1"><a href="http://www.australian-institute-yoga.com.au/yoga_classes_10.html">link da imagem</a></font></p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/yogailhabela.wordpress.com/1608/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/yogailhabela.wordpress.com/1608/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/yogailhabela.wordpress.com/1608/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/yogailhabela.wordpress.com/1608/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/yogailhabela.wordpress.com/1608/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/yogailhabela.wordpress.com/1608/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/yogailhabela.wordpress.com/1608/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/yogailhabela.wordpress.com/1608/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/yogailhabela.wordpress.com/1608/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/yogailhabela.wordpress.com/1608/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/yogailhabela.wordpress.com/1608/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/yogailhabela.wordpress.com/1608/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/yogailhabela.wordpress.com/1608/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/yogailhabela.wordpress.com/1608/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=yogailhabela.wordpress.com&amp;blog=13260538&amp;post=1608&amp;subd=yogailhabela&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Interior e exterior</title>
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		<pubDate>Fri, 25 Feb 2011 19:50:49 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Christian</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Uma das lições mais difíceis para mim desde que comecei a estudar o yoga tem sido aquela sobre as relações entre interior e exterior. Embora reconhecido como uma disciplina de investigação interior, um caminho espiritual como o yoga é dotado &#8230; <a href="http://yogailhabela.wordpress.com/2011/02/25/interior-e-exterior/">Continue lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a><img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=yogailhabela.wordpress.com&amp;blog=13260538&amp;post=1604&amp;subd=yogailhabela&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://yogailhabela.files.wordpress.com/2011/02/meditation_48585.jpg"><img src="http://yogailhabela.files.wordpress.com/2011/02/meditation_48585.jpg?w=584" alt="" title="meditation_48585"   class="aligncenter size-full wp-image-1605" /></a></p>
<p>Uma das lições mais difíceis para mim desde que comecei a estudar o yoga tem sido aquela sobre as relações entre interior e exterior. Embora reconhecido como uma disciplina de investigação interior, um caminho espiritual como o yoga é dotado de dimensões exteriores muito evidentes e importantes. </p>
<p>Independentemente do que se faz &#8212; mesmo a meditação profunda ou a prática de samadhi &#8211;, o corpo continua a existir e a ter necessidades e propensões. Talvez por isso é que por muito tempo esperei que transformações exteriores pudessem conduzir inevitavelmente a transformações interiores. Se lembrarmos que é ilusória a linha que divide o exterior e o interior na vida de uma pessoa, concluiremos que essas transformações realmente são inevitáveis: alterar o exterior altera necessariamente o interior ou, pelo menos, a percepção que temos do interior &#8212; e vice-versa. A estabilidade física para sustentar um asana por alguns minutos reflete-se na mente e na forma como nos percebemos &#8212; esteja à vontade para chamar isto de «uma transformação interior», embora eu não me sinta à vontade para usar rótulos por enquanto.</p>
<p><span id="more-1604"></span>Os problemas começam quando essas transformações não vêm ou quando vêm com sinal trocado. Um exemplo clássico é o do <i>asanista</i> que se orgulha de ter conseguido realizar um determinado asana. Outro exemplo bastante comum é o do meditador experiente que se incomoda com a falta de polidez dos colegas nas sessões de meditação. Nos dois casos &#8212; e estou certo de que o leitor já experimentou ou testemunhou pelo menos um deles &#8211;, é clara a confusão que se faz entre externo e interno: toma-se um comportamento ou uma condição externa como critério suficiente para avaliar uma condição interna.</p>
<p>Decerto incorro no mesmo erro ao dizer isto, porque nunca sabemos ao certo o que se passa internamente numa pessoa que se orgulha do próprio domínio corporal ou que torce o nariz para quem não revela uma quietude búdica para meditar. Deus sempre sabe o que faz: é possível que Ele nos coloque diante de determinados tipos de pessoas para que possamos ver com mais clareza as arestas que precisamos aparar em nós mesmos. </p>
<p>Apesar disso, concordo com Lao Tzu quando diz que «o que vem de dentro por fora se revela» e somo isto ao que o yoga ensina: não há transformações internas, mas sim a realização de uma divindade que já nasce conosco. A grande dificuldade está em perceber que essa divindade não é condicional, isto é, ela não existe <i>apesar</i> do nosso orgulho, da nossa inquietude e de qualquer outro traço de nosso caráter. A revelação se dá precisamente quando aceitamos o orgulho, a inquietude e tudo o mais como parte dessa divindade. </p>
<p>É natural que nos sintamos mais à vontade quando percebemos essa divindade <i>depois</i> de nos despojarmos daquilo que não consideramos divino. A idéia de recompensa, de disciplina e de esforço nos leva a crer que a realização interior é conseqüência de uma realização exterior. Como é possível atingir a libertação se ainda fumamos, se ainda nos desentendemos com o marido ou com a esposa, se ainda gostamos de dinheiro e de confortos modernos, se somos impacientes, mesquinhos e orgulhosos? Uma resposta possível vem com a inversão da pergunta: como é possível que abdicar de cada uma dessas coisas possa conduzir inevitavelmente à realização da divindade? Ora, a divindade convive bem com nossos atributos mais dispensáveis porque ela pressupõe justamente a aceitação de tudo que se lhe apresenta. Tudo de Deus emana. </p>
<p>O yoga mostra que não é necessário descer ao fundo do poço para em seguida subir. Você já está no alto. Realização interior não é um movimento, mas a percepção de uma condição que já está dada. O fundo do poço consiste justamente em acreditar que você está no fundo do poço e viver como se não estivesse em outra parte. Em outras palavras, o fundo do poço consiste em aferroar-se à crença (bastante irracional, aliás) de que tudo que você fizer exteriormente o fará evoluir interiormente, de que é necessário sair de onde você está, subir escadas, escalar muros.</p>
<p>Mas não tente se enganar: o fato de compreender o que foi dito aqui e de despojar-se da preocupação de despojar-se não o conduzirá necessariamente a nenhuma realização interior. Faça o que quiser, com o máximo de consciência possível, identificando com o máximo de acuidade possível quem são os verdadeiros agentes de suas ações. Isto é yoga.</p>
<p>.</p>
<p><font size="1"><a href="http://www.toonpool.com/cartoons/meditation_4858">link da imagem</a></font></p>
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		<title>O yoga a serviço de nada</title>
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		<pubDate>Thu, 17 Feb 2011 00:38:42 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Christian</dc:creator>
				<category><![CDATA[jñana]]></category>
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		<description><![CDATA[Considere por um instante o yoga como um «inutensílio» &#8212; parafraseando Paulo Leminski. Considere que nada do que você faz numa aula ou em sua prática pessoal serve para alguma coisa e que toda a habilidade conquistada com a prática &#8230; <a href="http://yogailhabela.wordpress.com/2011/02/16/o-yoga-a-servico-de-nada/">Continue lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a><img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=yogailhabela.wordpress.com&amp;blog=13260538&amp;post=1539&amp;subd=yogailhabela&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_1549" class="wp-caption aligncenter" style="width: 510px"><a href="http://yogailhabela.files.wordpress.com/2011/02/relaxing-buda.jpg"><img src="http://yogailhabela.files.wordpress.com/2011/02/relaxing-buda.jpg?w=584" alt="" title="relaxing.buda"   class="size-full wp-image-1549" /></a><p class="wp-caption-text">Praticar para quê?</p></div>
<p>Considere por um instante o yoga como um «inutensílio» &#8212; parafraseando Paulo Leminski. Considere que nada do que você faz numa aula ou em sua prática pessoal serve para alguma coisa e que toda a habilidade conquistada com a prática realmente não o levará para lugar algum.</p>
<p>Pode ser desanimador pensar desta forma, porque é demasiada e naturalmente humano fazer algo para chegar a algum lugar, mas a lição essencial do yoga é que não há lugar algum aonde devemos ir, não há nenhum estado especial que deve ser buscado, não há uma condição especial que deve ser obtida. O que você supostamente tenta realizar já está realizado e o lugar em que você pretende chegar é exatamente o lugar em que você está agora. É por este motivo que muitos mestres comparam o yoga com «descascar a cebola»: trata-se de eliminar camadas e ver o que há por trás delas, não de adicioná-las. </p>
<p>Manter as pernas estendidas e tocar as pontas dos pés com as mãos não passa de uma habilidade física particular. Uma inalação que dura 60 segundos não é nada além de uma inalação que dura 60 segundos. Os efeitos de tais práticas para a mente e para o corpo também não são nada além do que efetivamente são. Estas coisas são capacidades físicas e mentais, que podem ser naturalmente ampliadas e desenvolvidas com as técnicas físicas e mentais do yoga e esse desenvolvimento é bom, mas nem mesmo isso importa, pois yoga não é sair deste ponto e chegar a um outro ponto, mais adiante.</p>
<p>Se admitíssemos que técnicas realmente são fundamentais, teríamos que admitir também que a prática do yoga é essencialmente a prática de técnicas e que realmente há uma meta a atingir exatamente através do uso de técnicas. Admitiríamos também que tais coisas podem ser avaliadas desde fora e que a elas poderíamos atribuir notas e, mais do que isso, que tal conhecimento pode ser realmente transmitido por livros e DVDs.</p>
<p>Yoga é perceber o momento presente, sua condição presente e sua essência, seja ela qual for. Yoga é você com você mesmo, aqui e agora. Nada além disso.</p>
<p>.</p>
<p><font size="1"><a href="http://anaisa-photography.blogspot.com/2010/11/relaxing.html">link da imagem</a></font></p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/yogailhabela.wordpress.com/1539/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/yogailhabela.wordpress.com/1539/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/yogailhabela.wordpress.com/1539/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/yogailhabela.wordpress.com/1539/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/yogailhabela.wordpress.com/1539/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/yogailhabela.wordpress.com/1539/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/yogailhabela.wordpress.com/1539/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/yogailhabela.wordpress.com/1539/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/yogailhabela.wordpress.com/1539/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/yogailhabela.wordpress.com/1539/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/yogailhabela.wordpress.com/1539/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/yogailhabela.wordpress.com/1539/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/yogailhabela.wordpress.com/1539/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/yogailhabela.wordpress.com/1539/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=yogailhabela.wordpress.com&amp;blog=13260538&amp;post=1539&amp;subd=yogailhabela&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Yoga, palha e bom-mocismo</title>
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		<pubDate>Sat, 05 Feb 2011 16:28:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Christian</dc:creator>
				<category><![CDATA[jñana]]></category>
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		<description><![CDATA[Digam-me: é só impressão minha ou realmente há no yoga uma tendência muito grande para silenciar diante da ignorância, de heresias e de absurdos evidentes e, ao mesmo tempo, criticar e repudiar veementemente todos aqueles que decidem criticar e repudiar &#8230; <a href="http://yogailhabela.wordpress.com/2011/02/05/yoga-palha-e-bom-mocismo/">Continue lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a><img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=yogailhabela.wordpress.com&amp;blog=13260538&amp;post=1534&amp;subd=yogailhabela&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_1551" class="wp-caption aligncenter" style="width: 261px"><a href="http://yogailhabela.files.wordpress.com/2011/02/upanishad.png"><img src="http://yogailhabela.files.wordpress.com/2011/02/upanishad.png?w=584" alt="" title="upanishad"   class="size-full wp-image-1551" /></a><p class="wp-caption-text">Upanishads: sem papas na língua</p></div>
<p>Digam-me: é só impressão minha ou realmente há no yoga uma tendência muito grande para silenciar diante da ignorância, de heresias e de absurdos evidentes e, ao mesmo tempo, criticar e repudiar veementemente todos aqueles que decidem criticar e repudiar a ignorância, a heresia e o absurdo? É proibido divergir e questionar? Toda crítica precisa ser vista como um ataque pessoal?</p>
<p>Estas perguntas devem-se ao seguinte. </p>
<p><span id="more-1534"></span>Como todos sabem, hoje em dia há muita diversidade no yoga &#8212; dos <a href="http://www.youtube.com/watch?v=nVI2Mg_4E1o#t=85">yogins habituados ao samadhi</a> até os <a href="http://www.youtube.com/watch?v=keHY_vb_Mm0">mallakhambistas competidores</a>. Há pessoas atentas à tradição e há pessoas que praticam o yoga por esporte. Ainda que seja impossível e inútil estabelecer o que é «melhor» e o que é «pior» &#8212; visto que práticas e conteúdos diferentes se prestam a pessoas diferentes &#8211;, é possível discutir essas diferenças, aproximá-las e compará-las. Não há nada mais normal do que ter preferências e expressá-las &#8212; dentro e fora do yoga. Para o estudante sério, ter preferências e expressá-las é uma forma de evoluir. Nenhum estudante sério expressaria suas preferências pelo desejo simples de encontrar eco; ele as expressa para trazê-las aos debates e expô-las às críticas (preferencialmente, as construtivas), para mantê-las vivas e em constante evolução. </p>
<p>Há no entanto uma grande dose de bom-mocismo no yoga, um excesso de respeito e polidez ao lidar com diferenças &#8212; seja de conteúdos, de opiniões, de preferências. Já ouvi algumas pessoas se justificarem dizendo que dois sistemas como, por exemplo, Bikram e Sivananda simplesmente não podem ser comparados porque não tratam da mesma coisa, isto é, são diametralmente opostos. Mas os fatos são outros: estes dois sistemas têm «yoga» no nome, seus respectivos criadores também falavam constantemente que o que ensinam é «yoga». Logo, os dois sistemas e os dois mestres podem ser colocados no mesmo balaio e estudados à luz dos mesmos critérios &#8212; por exemplo, a definição clássica, dada por Patañjali. Se não podem, alguém por favor me diga por que.</p>
<p>Em busca de explicações para a habitual indisposição para discutir e comparar, encontro três: preguiça, medo de discutir ou apego patológico às próprias idéias. Se a discussão e o combate intelectual não são compatíveis com o espírito do yoga, essas três coisas são ainda menos. </p>
<p><strong>No campo das idéias, dentro ou fora do yoga, eu sempre achei que a atitude ideal era a promiscuidade absoluta: eu abandono minhas idéias tão logo encontre outras melhores. Idéias devem ser tratadas à base de pão velho e porrada. Idéias devem ser expostas ao ridículo e ao debate, devem ser achincalhadas e maltratadas, devem ser deixadas ao relento. Se sobreviverem a tudo isso é porque realmente vale a pena mantê-las e pronunciar-se em defesa delas. </strong></p>
<p>Quando deixamos o plano individual e passamos ao plano coletivo/social do yoga e quando deixamos a solidão da prática individual e passamos aos métodos e às práticas em grupo é natural que surjam divergências e conflitos. No yoga, tudo aquilo que pode ser compartilhado também pode ser discutido, criticado, estudado e aperfeiçoado e todas estas ações são naturalmente permeadas por divergências e conflitos. Estes fatos só se tornam ruins se são evitados a qualquer custo, como se discussões não fizessem parte da natureza humana e fossem o antônimo de civilidade, como se um yogin fosse um semideus numa torre de marfim.</p>
<p>Quem quer que tenha estudado a biografia dos mestres de diversas tradições espirituais &#8212; dentro e fora da Índia &#8212; sabe que os atributos que definem o ser humano não se dissolvem com a evolução espiritual. É claro que certos desvios de caráter se dissolvem, assim como o ímpeto para divergir e expressar opiniões &#8212; Albert Camus dizia que a maioria de nós é um incendiário na juventude e um bombeiro na maturidade. Contudo, por mais iluminada que seja uma pessoa, ela continuará tendo fome, sede, contas para pagar e roupas sujas para lavar. E precisará de água e comida, terá que ir ao banco e precisará de sabão. Em outras palavras, o sujeito iluminado continuará vivendo em sociedade e lidando com pessoas não-iluminadas. Os conflitos continuarão sendo inevitáveis. Por que negá-los? Que mal há em chamar A de A, B de B e dar uns toques em quem insiste em chamar A de B e B de A?</p>
<p>Digo isso tudo porque já houve quem questionasse certos temas que tenho abordado neste blog, assim como o tom crítico que uso para abordá-los. A relação entre estes escritos e o yoga não é direta. Yoga é prática silenciosa, como a maioria já sabe. Eu tendo a escrever demais e a falar demais. Mas este sou eu e seria infinitamente pior se eu me pusesse a forçar um «tipo» com base naquilo que a maioria das pessoas crêem que um yogin «tem que» ser. Não há nada pior no yoga do que seguir estereótipos ou seguir a opinião alheia apenas pelo desejo pouco sincero de agradar e de manter uma aparência que corresponda àquilo que as pessoas imaginam ser um yogin. Ao mesmo tempo, não me parece que a inexistência de divergência e conflitos resulte de uma harmonia genuína entre as pessoas. <b>Existe uma enorme diferença entre polidez e ahimsa. Em muitos casos, quem critica os críticos mostra-se mais beligerante que os próprios críticos.</b> </p>
<p>Claro que é possível que o silêncio diante dos turbilhões de idéias e possibilidades decorra de uma noção de que há coisas mais importantes para fazer. O indivíduo pode se considerar sinceramente superior às miudezas que geram discussões como as deste texto, sem que haja nessa atitude qualquer traço de egocentrismo ou arrogância; ele faz assim simplesmente porque sabe que o silêncio é uma boa resposta e sabe qual é seu lugar no mundo. Supondo que seja este o caso, seria uma enorme falta de compaixão para com pessoas que, como eu, dependem dos sinais e das orientações de pessoas iluminadas, dispostas a explicar, por exemplo, que todos os parágrafos anteriores são &#8212; como dizia Sto. Tomás de Aquino &#8212; palha, somente palha.</p>
<p>Om Shanti.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/yogailhabela.wordpress.com/1534/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/yogailhabela.wordpress.com/1534/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/yogailhabela.wordpress.com/1534/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/yogailhabela.wordpress.com/1534/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/yogailhabela.wordpress.com/1534/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/yogailhabela.wordpress.com/1534/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/yogailhabela.wordpress.com/1534/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/yogailhabela.wordpress.com/1534/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/yogailhabela.wordpress.com/1534/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/yogailhabela.wordpress.com/1534/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/yogailhabela.wordpress.com/1534/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/yogailhabela.wordpress.com/1534/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/yogailhabela.wordpress.com/1534/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/yogailhabela.wordpress.com/1534/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=yogailhabela.wordpress.com&amp;blog=13260538&amp;post=1534&amp;subd=yogailhabela&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Três recomendações para iniciantes</title>
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		<pubDate>Mon, 31 Jan 2011 23:30:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Christian</dc:creator>
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		<category><![CDATA[yoga para iniciantes]]></category>
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		<description><![CDATA[1) Yoga é aqui-agora. O que fazemos numa aula regular ou numa prática doméstica sem dúvida é bom, mas se você precisa estender o tapete e realizar asanas para pensar «estou praticando yoga», terá que passar sua vida sobre o &#8230; <a href="http://yogailhabela.wordpress.com/2011/01/31/tres-recomendacoes-para-iniciantes/">Continue lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a><img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=yogailhabela.wordpress.com&amp;blog=13260538&amp;post=1523&amp;subd=yogailhabela&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://yogailhabela.files.wordpress.com/2011/01/dragaoreal_5ed.jpg"><img src="http://yogailhabela.files.wordpress.com/2011/01/dragaoreal_5ed.jpg?w=584" alt="" title="dragaoreal_5ed"   class="aligncenter size-full wp-image-1524" /></a></p>
<p>1) <strong>Yoga é aqui-agora.</strong> O que fazemos numa aula regular ou numa prática doméstica sem dúvida é bom, mas se você precisa estender o tapete e realizar asanas para pensar «estou praticando yoga», terá que passar sua vida sobre o tapete para compreender que yoga é uma forma de viver, não uma prática no sentido formal da palavra. Nada o impede de estender o tapete e praticar asanas para fortalecer o corpo, apenas saiba que quando você termina a sessão o corpo e a mente continuam com você &#8212; elementos com os quais você terá que lidar todo tempo.</p>
<p>2) <strong>Ter saúde significa não se preocupar com saúde.</strong> Os benefícios virão e é natural que a possibilidade de obtê-los nos atraia para o yoga. Lembre-se de que os benefícios são sintomas da prática constante, não o objetivo dessa prática. Não existem «asanas para curar dor de cabeça». O fato de algumas técnicas aliviarem dores de cabeça demonstra que o yoga não tem nada de místico, mas também não o torna um remédio ou uma terapia. </p>
<p>3) <strong>O objetivo de toda técnica do yoga, por mais palpável que ela seja, é nos ajudar a responder a pergunta «quem sou eu?».</strong> É por este motivo que o yoga não pode ser encarado como terapia ou ginástica: não se trata de disciplinar, curar ou modelar o corpo, trata-se tão somente de adquirir consciência sobre tudo aquilo de que somos feitos e também sobre tudo aquilo de que não somos feitos mas com que nos identificamos. De que adianta ter joelhos flexíveis e saber como os ossos se encaixam se a mente não é flexível e não se encaixa no silêncio?</p>
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		<title>Monge Shankar em Ilhabela</title>
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		<pubDate>Sun, 30 Jan 2011 19:15:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Christian</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Em nossa página no Facebook, algumas imagens da primeira visita de Monge Shankar a Ilhabela. Comentários são bem-vindos, aqui ou lá. Namaste.<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=yogailhabela.wordpress.com&amp;blog=13260538&amp;post=1519&amp;subd=yogailhabela&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
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<p><a href="http://www.facebook.com/album.php?aid=41799&amp;id=112998562085045">Em nossa página no Facebook, algumas imagens da primeira visita de Monge Shankar a Ilhabela.</a></p>
<p>Comentários são bem-vindos, aqui ou lá.</p>
<p>Namaste.</p>
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