Yoga e urbanidade

dharma mittra

Repasso neste post algumas questões que levantei na comunidade Yoga no Brasil, no Orkut. Fiquem à vontade para oferecer respostas e compartilhar o que pensam sobre este assunto.

Yoga, urbanidade e o mundo atual

Tenho diversas questões e acredito que todas elas podem ser reunidas sob o título acima, pois todas elas têm relação — direta ou indiretamente — com aquilo que cada um faz quando não está praticando yoga.

1) Existem yogis genuínos atualmente? Há espaço no mundo atual — em especial no Ocidente — para a existência de yogis genuínos?

2) Como vocês integram a prática às suas vidas? E como suas vidas se integram à prática?

3) A despeito da existência de excelentes escolas em cidades grandes como São Paulo, até que ponto é possível aprender a tradição yogi — que, até onde pude entender, vai muito além da prática física nessas próprias escolas — e integrá-la a uma vida muitas vezes atrapalhada pelas obrigações e obstáculos dessas grandes cidades?

4) Noto que o ritmo de vida proposto pelo yoga «combina» com os ritmos já encontrados em cidades pequenas. No entanto, muitos dos melhores orientadores vivem e ensinam em cidades grandes. Como vocês vêem isso? E como lidar com essa aparente contradição?

5) É possível dedicar-se seriamente ao yoga e continuar sendo um participante dos modos de vida típicos das grandes cidades? Há necessariamente um limite em que a escolha por um ou outro caminho deverá ser feita? Exemplo freqüente é do «business man» que começou a praticar yoga, apaixonou-se pela prática, formou-se e decidiu «largar tudo» para dedicar-se integralmente ao yoga. «Dedicar-se integralmente» — na maioria dos casos em que essas histórias acontecem dessa forma — significa abrir uma escola e começar a dar aulas de yoga, mas nem sempre isso significa tornar-se um yogi e ensinar a tradição yogi, mas apenas mudar para um ramo profissional mais interessante e satisfatório para ele próprio, o que pode ser bem diferente de viver e transmitir o yoga.

Entendo que muitas coisas que eu disse carecem de melhor definição e que ao defini-las seria possível responder essas perguntas. Fiquem à vontade, pois, para me pedir esclarecimentos sobre o que eu quis dizer com isso tudo, caso algo não tenha ficado claro, ou para vocês mesmos oferecerem definições.

A todos, muito obrigado.

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2 thoughts on “Yoga e urbanidade

  1. Bem, de cara, acho que poderíamos responder às 5 perguntas positivamente, senão fosse assim, o yoga não seria atemporal, não é? Mas daí a ter uma vida toda regrada e disciplinada como um “yogui”, bem, é outra coisa. Se seguíssemos a “máxima” do Gita que diz: yoga karmasu kausalam (yoga é arte na atividade), o ‘processo yóguico’ se alargaria bastante, e dependeria muito mais da sensibilidade da pessoa do que de uma listinha de regras a seguir. Na minha opinião, qualquer tipo de disciplina é melhor do que nenhuma. Mas acho que isso não responde totalmente as questões, não é?

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