O Ensinamento Supremo

Espontaneidade, insight, naturalidade e equilíbrio são as bases para a libertação e para a realização. Eles são os quatro elementos básicos da matéria em um plano superior, e a Libertação é o quinto elemento do Espaço — Sunya, o Absoluto. A plataforma de ensino de todos os gurus Adi-Nathas propõe que a humanidade perceba sua própria divindade — que eles não são o corpo, mas almas imortais. Isto em si mesmo constitui o fundamento dos ensinamentos dos Upanishads, do Bhagavad e do Uddhava Gitas, e dos Puranas.

Esta é a essência de todos os grupos, seitas e sociedades que afirmam ter ensinamentos secretos ou esotéricos. Quando o homem compreende isso não há mais nada que precise ser conhecido — ele terá feito tudo que precisava ser feito. É a Verdade — a Sabedoria Suprema — que elimina o medo, o ódio, a casta, o ciúme, o nacionalismo, o ego, a ignorância, a aversão, a repulsa e o apego à vida. É a essência do conhecimento que faz o homem ver a inutilidade do apego.

A verdadeira essência imortal do indivíduo não chora ou clama por atenção ao corpo e não precisa de nenhum ornamento. Está além de todo o medo e frustração, pois nada no mundo relativo pode causar-lhe mal ou criar-lhe obstáculos. Esta compreensão, desde que plenamente consciente, fará o discípulo ver que mesmo os conceitos de libertação são todos relativos, porque a alma é imortal e sempre foi livre.

Então, como pode haver libertação de algo que já está liberto? Ou união com o Absoluto quando a alma nunca esteve separada d’Ele? Se isto é verdadeiro e óbvio, por que então homens e mulheres permanecem presos à relatividade e pensam que as coisas relativas e materiais são reais?

A resposta é maya, o poder mágico e místico de Shakti que manifesta, constrói e cria o relativo e constitui a ilusão básica da humanidade. Isto significa que entre a Verdade e a humanidade existe o véu eterno da ilusão de maya.

Rasgue o véu e a Verdade, não mais obscurecida, revelar-se-á sozinha.

Trecho de The Yoga Vidya of Immortality — The Story of the Adi-Nathas, de Shri Gurudev Mahendranath. Traduzido por Christian Rocha.

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