Esqueça Ganesha

Presente de Natal?

No yoga, no que diz respeito aos seus aspectos mais esotéricos, eu lembro sempre de Confúcio:

Chi-lu perguntou como os espíritos dos mortos e os deuses deveriam ser servidos. O Mestre disse: «Você sequer é capaz de servir aos homens. Como poderia servir aos espíritos?».
«Posso perguntar sobre a morte?»
«Você sequer entende a vida. Como poderia entender a morte?»

— De «Os Analectos», XI:12

Isto não é uma apologia do Confucionismo — porque o yoga, como tantas outras tradições, basta-se em si —, mas uma apologia do pé no chão. É com base firme que se observa a realidade e que se aprende algo sobre ela no yoga. Já vi gente demais rezando a Ganesha como quem oferece uma maçã com mel ao gnomo que fica na estante — talvez porque a maioria realmente faça oferendas ao gnomo da estante depois de acender incensos para Ganesha.

Nada contra rituais, mas se eles não passam de simpatia e não são encarados como rituais genuínos (o que demanda fé, prática, disciplina e estudo), pior para quem os aceita, os segue e os realiza.

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