Yoga, ópio do povo

Pisar nos alunos é tããão divertido...

O título traz em si uma afirmação com a qual eu não concordo em absoluto. Yoga não é droga ou alienação. Ocorre, no entanto, que o yoga tem sido colocado a serviço de demandas um pouco estranhas.

É natural praticar o yoga para alongar e fortalecer músculos, para curar dores de cotovelo ou para simplesmente aliviar o stress físico e mental. Não me agrada dizer que estas opções são «erradas», prefiro dizer apenas que elas não têm relação com aquilo que o yoga propõe.

Já dissertei algumas vezes sobre o que o yoga propõe verdadeiramente, por isso acho melhor colocar de forma mais breve e direta desta vez: o objetivo do yoga é unir o homem e Deus. Muito poderia ser dito sobre isso, a começar pelo fato de que essa desunião não existe e nunca existiu. Mas deixe assim por enquanto: o objetivo do yoga é unir o homem e Deus.

Se você quiser tomar isso sob o ponto de vista da prática moderna, de escolas, associações, métodos, sociedades etc., pense que o objetivo do yoga é realizar Deus na Terra. De forma análoga à colocada anteriormente, essa realização já está dada. Deus está presente aqui e agora, em mim, em você, nós é que temos o péssimo hábito de não O ver.

O que se faz hoje com o yoga equivale a apontar uma flecha para a água, em vez de lançá-la ao alvo bem à sua frente. Sob muitos aspectos pode ser divertido lançar flechas na água, mas não espere atingir o alvo dessa forma.

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